Médicos do Hospital João XXIII confirmaram a morte cerebral do sargento Roger Dias da Cunha, de 29 anos, na tarde desta segunda-feira (8). O militar foi baleado na cabeça, à queima-roupa, por um homem que reagiu a uma abordagem na noite de sexta-feira (5), no bairro Novo Aarão Reis, na região Norte da capital.
O sargento Roger Dias da Cunha era casado e tinha uma filha recém-nascida. Ele atuava na Polícia Militar há cerca de 10 anos.
O homem que atirou contra o sargento, de 25 anos, está preso preventivamente. Ele estava em saída temporária do sistema prisional no dia do crime.
O caso
O militar foi atingido por disparos à queima-roupa na noite dessa sexta-feira (5), quando guarnições do 13º Batalhão perseguiam dois suspeitos na Avenida Risoleta Neves. Em dado momento, o motorista teria perdido o controle da direção e batido contra um poste. Após o acidente, os suspeitos desceram do carro e continuaram a fuga a pé.
Um deles foi alcançado por um sargento. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o militar se aproxima do suspeito e da ordem de parada, mas é surpreendido pelo criminoso, que saca uma arma e atira à queima-roupa contra o policial.
O militar foi socorrido por colegas para o Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Venda Nova, mas dada a complexidade do caso, foi encaminhado ao João XXIII.
Reação
A morte do sargento Roger Dias da Cunha causou comoção na sociedade. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lamentou a morte do policial e cobrou mudanças nas leis de saída temporária.
"A morte do sargento Roger é uma perda irreparável para a Polícia Militar e para todo o estado de Minas Gerais. Um jovem policial, pai de família, que foi cruelmente assassinado por um criminoso que estava em liberdade temporária. Isso não pode mais acontecer. É preciso rever essas leis que permitem que criminosos perigosos voltem às ruas", disse Zema.