10/08/2023 às 07h23min - Atualizada em 10/08/2023 às 07h23min

Candidato à Presidência do Equador é Vítima de Ataque

Candidato Presidencial Fernando Villavicencio É Morto a Tiros Após Comício; Ele Figurava em Posição de Destaque na Disputa Eleitoral Agendada para o Dia 20.

Foto: Reprodução
O candidato à Presidência do Equador, Fernando Villavicencio, representante do Movimento Construir, foi tragicamente assassinado nesta quarta-feira na capital do país, Quito. O terrível incidente ocorreu quando ele estava deixando um comício político realizado no Anderson College e foi alvo de disparos fatais.

Tanto o Ministério do Interior quanto o presidente Guillermo Lasso confirmaram a trágica notícia por meio de comunicados nas plataformas de mídia social.

"Estou profundamente consternado com o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio. Minhas sinceras condolências à esposa e filhas. Em memória de sua luta, quero assegurar a todos que este ato repugnante não ficará impune", expressou Lasso, em seu perfil na plataforma de mídia social X, 


Após a confirmação do falecimento, os principais postulantes à Presidência suspenderam suas atividades eleitorais em sinal de luto.

O presidente Lasso anunciou uma reunião extraordinária do Gabinete de Segurança da Presidência da República. Também são esperadas a presença da presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Diana Atamaint; a Procuradora-Geral do Estado, Diana Salazar; e o Presidente da Corte Nacional de Justiça, Iván Saquicela.

Logo após o incidente, imagens que capturam o momento do ataque começaram a circular pelas redes sociais. Em um dos vídeos, Villavicencio é visto saindo do Anderson College e se dirigindo a um veículo, acompanhado por sua equipe e apoiadores. Tiros são ouvidos e um caos intenso domina o local.

Eleições

Villavicencio era um dos principais postulantes à Presidência do Equador. Nas pesquisas de opinião, sua posição variava entre o segundo e o quinto lugar. As avaliações das tendências eleitorais no país são menos precisas em comparação com outras nações sul-americanas, como Argentina, Uruguai e Brasil, que possuem institutos de pesquisa com taxas de acerto mais elevadas.

De acordo com o Centro de Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (Celag), em junho, Villavicencio ocupava o quarto lugar, com 8% das intenções de voto. Ele ficava atrás de Luisa González, do partido Revolução Cidadã (30%); Otto Sonnenholzner, da aliança "Vamos Agir" (13%); e Yaku Pérez, da coligação "Claro que é possível" (11%).

Em 20 de julho, a Cedatos, uma empresa de pesquisa aprovada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador, indicou que Villavicencio estava em segundo lugar, com 13,2%, ficando atrás somente de Gonzáles (26,6%) e à frente de Pérez (12,5%) e Sonnenholzner (7,5%).

O pleito está agendado para o próximo dia 20, em uma data antecipada, após o presidente Lasso ter anunciado a "morte cruzada", que resultou na dissolução da Assembleia Nacional e na redução do seu próprio mandato.

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