26/04/2023 às 14h14min - Atualizada em 26/04/2023 às 14h14min

Ipatinga debate segurança nas escolas em seminário

Auditório do HMEM foi palco de reflexões importantes sobre o tema, contando com a presença de autoridades de diversos segmentos

Redação
Foto: Divulgação/PMI

A Prefeitura de Ipatingavem promovendo várias ações organizadas com o intuito de fortalecer os mecanismos de segurança na cidade e, em função dos últimos ataques a unidades educacionais no Brasil, um assunto preocupante e de repercussão nacional, também passou a atuar de forma mais incisiva quanto aos ambientes escolares. Dentro dessa proposta, foi promovido na noite desta terça-feira (25), no auditório do Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM), o Seminário “Educação e Família, Elo de Segurança”.

Com a presença do prefeito Gustavo Nunes, acompanhado dos secretários de Educação, Patrícia Avelar, e de Segurança e Convivência Cidadã (Sescon), Warley Silva,além de outros assessores de primeiro escalão, o evento contou com a participação de autoridades convidadas de diversos segmentos, entre elas a promotora de Justiça Graciele Rezende; o delegado Gilmaro Alves, chefe do 12º Departamento de Polícia Civil, e oficiais da 12ª Região e 14° Batalhão de Polícia Militar.

O objetivo da iniciativa é fomentar o diálogo intersetorial sobre a segurança na rede escolar de Ipatinga e, assim, também estão envolvidos entidades e colegiados da cidade, para que juntos possam trabalhar de maneira efetiva a cultura de paz nas instituições de ensino, sejam elas municipais, estaduais ou particulares.

“Nós, do poder público, temos o dever de realizar as políticas públicas necessáriaspara evitar tragédias como a que aconteceu em Blumenau, e, aqui em Ipatinga, entre outras estratégias,dispomos dos vigilantes armados em grande parte das escolas e estamos realizando um trabalho sério para ampliar este serviço. Deixo aqui um recado para todos: temos que prevenir, mas não alarmar, justamente para não gerar esse ‘boom’ de informações em rádio, TV e principalmente na internet. Ao invés de espalhar notícias nas redes sociais e instaurar o pânico, devemoscomeçar as ações dentro de casa, por exemplo fiscalizando a mochila de nossos filhos e verificar o que eles levam para a escola”, pontuou o prefeito Gustavo Nunes.

Estratégias

Em Ipatinga, o Gabinete do prefeito, em conjunto com as secretarias de Educação e Segurança e Convivência Cidadã (Sescon), vem atuando com estratégias conjuntas e tratativas apoiadas pelas Polícias Militar e Civil e o Ministério Público, para garantir um ambiente de maior segurança nas escolas do município.

“Lamento profundamente certos episódios de ameaças e sofrimento registrados como eco de uma situação nacional e até mesmo internacional, porque nas escolas sempre temos o sentimento de casa, de acolhimento e de família. Esses movimentos nos preocupam e desencadeiam aflições, porque se trata de algo externo. Mas temos procurado fazer a nossa parte para combater os riscos. Recentemente, instauramos o programa ‘Laços, Família e Escola’ com a nossa equipe de psicólogos, para poder auxiliar e escutar as ‘dores’ não só dos nossos alunos, mas também de toda a família”, frisou a secretária de Educação de Ipatinga, Patrícia Avelar.

Quanto às ações de segurança, o titular da Sescon, Warley Silva, destacou as rondas diárias que têm sido feitas nos educandários da cidade. “Quando foi nos passada a situação quanto a alguns episódios na cidade, pensamos imediatamente no que podia ser feito, e nossa equipe de vigilantes tem atuado com rondas diárias nas nossas escolas para aumentar ainda mais a segurança e proporcionar tranquilidade aos alunos e suas famílias. Fora isso, temos mantido reuniões constantes de interação com todas as autoridades, o que se revela extremamente positivo”, disse.

Columbine

A promotora Graciele Rezende evidenciou que o problema não é só dos educandários, considerando também que as datas escolhidas para supostos ou efetivos ataques não seriamcasuais. E citou a tragédia ocorrida numa high school do estado do Colorado, nos Estados Unidos, em 1999, que resultou na morte de 12 alunos e um professor, além de outras 21 pessoas feridas. “Como já foi dito, este é um problema que não é apenas das escolas, pois se trata de algo ‘transversal’, e nestes casos até as datas escolhidas para tais ameaças são minuciosamente pensadas. Em abril, fazem 24 anos do trágico ‘Massacre de Columbine’, o primeiro televisionado e que, infelizmente, serve de referência para essas pessoas, pois foi quando os assassinos ficaram em evidência pela primeira vez, e o intuito deles é justamente esse. Por isso, precisamos evitar o efeito contágio, que é justamente quando a cobertura midiática em cima destes fatos pode impulsionar ainda mais a recorrência deste tipo de crime”, refletiu.


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