15/02/2024 às 09h27min - Atualizada em 15/02/2024 às 09h27min

Câncer Infantil: oncologista pediátrico do HMC destaca importância do diagnóstico precoce

Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil

Foto: Divulgação/FSFX

Na semana em que se celebra o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil (15 de fevereiro), a Fundação São Francisco Xavier, comprometida com a promoção da saúde, junta-se a essa causa para orientar e conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento das neoplasias em crianças e adolescentes. Isso é realizado por meio de uma equipe multidisciplinar e acolhimento humanizado na oncologia pediátrica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer pediátrico (de 0 a 19 anos de idade) representa 3% do total de casos da doença em adultos. As leucemias, os tumores que afetam o sistema nervoso central e os linfomas são os tipos mais comuns de câncer na infância e adolescência.


Com um espaço dedicado e humanizado chamado Submarino Mágico, localizado nas dependências do HMC II, a unidade oferece uma variedade de serviços, incluindo quimioterapia, radioterapia, exames de diagnóstico por imagem e medicina nuclear, bem como consultas e exames ambulatoriais. Em 2023, o núcleo oncológico pediátrico do HMC realizou aproximadamente 1.200 sessões de quimioterapia, 900 consultas e 300 internações pediátricas.

Para Lucas Teiichi, oncologista pediátrico e responsável técnico da oncologia pediátrica do Hospital Márcio Cunha, o Submarino Mágico tem o objetivo de oferecer aos pacientes não apenas assistência médica de alta qualidade, mas também um ambiente humanizado. Isso visa garantir que os pacientes e suas famílias se sintam acolhidos em todas as etapas do tratamento. "Nosso objetivo é fornecer tratamentos de qualidade em um ambiente menos traumático e menos estressante para as crianças. A ideia de promover ações lúdicas, desde a estrutura da unidade até as atividades de humanização, está alinhada a esse objetivo", afirma.

O câncer infantil é uma doença tratável, com taxas de remissão que podem chegar a 70% se diagnosticada precocemente. "A melhor abordagem para o tratamento do câncer em crianças é quando a doença ainda está em estágios iniciais. Isso aumenta significativamente as chances de sucesso do tratamento, que muitas vezes pode ser menos agressivo e ter um prognóstico melhor para a criança, com menor risco de efeitos colaterais", explica o especialista.

Os sintomas do câncer em crianças podem ser diferentes dos adultos e, muitas vezes, podem se assemelhar a doenças comuns na infância. Alguns sinais comuns incluem perda de peso, dor nos ossos ou articulações, vômitos, caroços persistentes (geralmente no pescoço, axilas, virilha e abdômen), aumento de volume abdominal, manchas roxas na pele, fadiga persistente, palidez, entre outros. "É importante destacar que informação e conscientização são fundamentais para a prevenção e o controle da doença. Quanto mais cedo o câncer infantil for diagnosticado, melhores serão as chances de sucesso no tratamento", ressalta o Dr. Lucas.

O Submarino Mágico foi criado em 2015 para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e Saúde Suplementar. Junto com a unidade de oncologia adulta do HMC, é pioneiro na região leste de Minas Gerais, servindo como referência para 1,3 milhões de habitantes em 67 municípios, para tratamentos de diferentes tipos de câncer, como leucemia aguda, tumores do sistema nervoso central e linfomas. As instalações da oncologia pediátrica foram projetadas de forma lúdica, ocupando uma área de 275 m², equipadas com tecnologia avançada, nove leitos de internação, sala de infusão com poltronas para quimioterapia, consultórios, brinquedoteca, suporte de equipe multiprofissional e área de convivência. A assistência na oncologia pediátrica é fornecida por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de psicologia, enfermagem, pedagogia, fisioterapia, nutrição e fonoaudiologia.


Notícias Relacionadas »
Fale com a #Redação
Fale com a #Redação
Encontrou algum erro? Quer fazer uma sugestão de matéria? Fale agora mesmo com a redação do Vale 24 Horas