24/08/2023 às 14h02min - Atualizada em 24/08/2023 às 14h02min

Operação de busca e apreensão alcança Jair Renan Bolsonaro sob investigação da Polícia do DF

Investigação foca em esquema de lavagem de dinheiro, resultando em 5 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão em Brasília e Balneário Camboriú (SC); a defesa de Jair Renan alega surpresa.

Redação
Foto: Reprodução // TV GLOBO

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma operação na manhã desta quinta-feira, cumprindo mandados de busca e apreensão e prisão no âmbito de uma investigação que apura um esquema de lavagem de dinheiro. Um dos alvos da operação é Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação tem como foco um grupo suspeito de envolvimento em estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Além de Jair Renan, outros indivíduos também foram alvos da ação, incluindo Maciel Carvalho, amigo e instrutor de tiro de Jair Renan, que foi preso, e Eduardo Alves dos Santos, investigado por ser supostamente o "testa de ferro" do esquema e que está foragido.

Jair Renan Bolsonaro teve mandados de busca e apreensão cumpridos em dois endereços: no seu apartamento em Balneário Camboriú, Santa Catarina, e em um prédio na área nobre de Brasília. Durante a operação, foram apreendidos o celular e um HD pertencentes ao filho do ex-presidente.

A defesa de Jair Renan Bolsonaro, representada pelo advogado Admar Gonzaga, afirmou que o filho do ex-presidente foi pego de surpresa pela operação da Polícia Civil. A ação incluiu um total de cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão.

O grupo investigado operava por meio de um esquema envolvendo empresas fantasmas e um laranja. Utilizando a falsa identidade de Antônio Amâncio Alves Mandarrari, o grupo abria contas bancárias e representava pessoas jurídicas usadas como fachada para as atividades ilegais. Os investigados teriam forjado relações de faturamento e outros documentos das empresas, usando dados de contadores sem o consentimento destes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil.

O senador Flávio Bolsonaro, irmão de Jair Renan por parte de pai, também se pronunciou sobre a operação, expressando estranheza em relação ao caso. O parlamentar ressaltou que espera que critérios similares sejam aplicados a todos os casos de investigação, independentemente de sobrenomes.


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