31/08/2022 às 17h19min - Atualizada em 31/08/2022 às 17h19min

Fabriciano apresenta diagnóstico sobre pessoas em situação de rua

Pesquisa levou 3 meses e contou com a parceria de universitários da região

Redação - Ipatinga/MG
Foto: Divulgação/PMCF
Foi apresentado na úlltima terça-feira, dia 30 de agosto, para autoridades e representantes da sociedade, o 1º Diagnóstico Situacional das Pessoas em Situação de Rua. Um documento real e inovador que mostra em dados como vivem, o que querem e de onde vieram as pessoas em situação de rua na cidade. 

A pesquisa, contou com a parceria de estagiários do Centro Universitário Unileste e Faculdade Pitágoras, levou três meses e servirá de parâmetro para as políticas públicas municipais não apenas no âmbito da assistência social, mas também nas áreas da educação, saúde, planejamento urbano e obras. As informações estarão disponíveis para estudos e tomadas de decisão.

A metodologia usada foi de questionário semi-estruturado em abordagem presencial contendo 64 questões. Segundo o diagnóstico, Coronel Fabriciano possui 93 pessoas em situação de rua. Todas estão cadastradas pelo serviço público. 

Das 93 pessoas identificadas, 83 foram localizadas pelos pesquisadores.
38 responderam ao questionário
45 não quiseram responder

Dentre as revelações da pesquisa, alguns dados chamam a atenção:
Dos 38 entrevistados, 14 são naturais de Coronel Fabriciano
10,5% estão na cidade há menos de 1 ano
83% tem entre 20 e 59 anos
73,7% se considera parda ou preta
71,1% sabe ler e escrever e mais de 13% conclui o ensino médio.

A pesquisa também abordou necessidades básicas das pessoas em situação de rua, como onde e quando se alimentam, se conseguem água para beber e como fazem suas higienes pessoais. Se já teve problemas de saúde, se fuma ou já fumou e se já passou pelo sistema prisional. Outro dado importante revelado pela pesquisa diz que 68,4% deles já trabalhou com carteira assinada e que mais de 31% ainda faz bicos para sobreviver. Questões de gênero, sexualidade, comportamento sexual e uso de drogas também foram abordadas.
Com o documento em mãos, a Secretária de Governança de Assistência Social, Letícia Godinho, acredita ter condições de planejar ações de médio e longo prazo. “São dados muito importantes que refletem os efeitos da pandemia na vida dos mais vulneráveis e vão nortear o planejamento das políticas públicas. Coronel Fabriciano sai na frente com essa iniciativa e creio que os resultados das ações que já estamos planejando também servirão de exemplo para outras cidades tendo em vista que há uma grande dificuldade de produzir dados e pesquisa sobre esse público.”, disse.
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