Idoso preso por ato obsceno em hotel em Ipatinga nega acusação: "Estava com crise de diarreia e cortina estava aberta"

Suspeito foi detido após moradora denunciar que ele praticava atos obscenos visíveis da janela de seu apartamento, na Avenida Fernando de Noronha, no bairro Imbaúbas; ele afirma que a cortina estava parcialmente aberta e que não percebeu que poderia ser visto; caso será investigado pela Polícia Civil

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Um homem de 70 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na noite de quarta-feira (24) acusado de praticar ato obsceno em um quarto de hotel localizado na Avenida Fernando de Noronha, no bairro Imbaúbas, em Ipatinga. De acordo com a ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por uma moradora que relatou ter visto o homem realizando atos obscenos em um local visível da janela de seu apartamento. Segundo a denunciante, a cena também teria sido presenciada por seus dois filhos menores, de 2 e 9 anos. Após diligências, os militares localizaram o suspeito nas proximidades do hotel. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Em entrevista após a prisão, o idoso, de 70 anos, negou ter praticado qualquer ato obsceno. Segundo ele, havia chegado a Ipatinga no mesmo dia para trabalhar como representante no ramo de peças para máquinas pesadas de mineração e estava hospedado no hotel quando passou mal, sofrendo uma forte crise de diarreia.

Marcos afirmou que saiu do quarto para pedir a um amigo que comprasse um medicamento e, ao retornar, foi abordado pela Polícia Militar. “Eu estava com uma diarreia muito forte. Os próprios policiais subiram comigo ao quarto, viram a situação e mandaram eu tomar banho porque eu estava todo sujo”, disse. O idoso contou que a cortina do quarto estava parcialmente aberta, mas afirmou que não percebeu que poderia ser visto do lado de fora. “Eu saí do banho e ficava levantando toda hora para correr ao banheiro por causa da diarreia. Em nenhum momento pratiquei qualquer ato obsceno”, declarou.

Ele também afirmou nunca ter tido problemas com a Justiça e disse que a prisão o deixou profundamente abalado. “Sou casado há 37 anos, tenho duas filhas, nunca tive problema com a polícia. Foi uma surpresa muito grande.” O acusado informou que aguardará a audiência de custódia e pretende comprovar sua versão dos fatos. Ele também disse que sua esposa enfrenta um tratamento contra câncer e que está preocupado com a repercussão do caso. A investigação ficará a cargo da Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias da ocorrência.