O Papa Francisco, de 88 anos, segue internado desde sexta-feira (14) no hospital policlínico Agostino Gemelli, em Roma, devido a complicações de saúde. Em um boletim médico divulgado nesta segunda-feira (17), o Vaticano informou que o pontífice apresenta "um quadro clínico complexo" e que sua hospitalização deverá ser prolongada.
De acordo com os exames realizados nos últimos dias, o Papa Francisco foi diagnosticado com uma infecção polimicrobiana nas vias respiratórias, o que levou a uma revisão de seu tratamento. A nova condição médica está sendo cuidadosamente monitorada pela equipe médica do hospital, mas os médicos prescreveram repouso absoluto para o pontífice, que já enfrenta problemas de saúde há alguns anos.
Nesse domingo (16), o Papa assistiu à missa dominical em sua cama hospitalar, sem poder participar da tradicional oração do Angelus, que costuma ser recitada da sacada da Praça de São Pedro. Segundo o Vaticano, Francisco recebeu a eucaristia e acompanhou a missa pela televisão. Durante a tarde, ele alternou momentos de leitura e repouso.
O pontífice foi hospitalizado após apresentar sintomas de bronquite, uma condição que tem se repetido nos últimos invernos e que o levou a ser internado por várias vezes nos últimos anos. Embora os médicos tenham afirmado que houve sinais de melhora em sua condição, o Papa não pôde comparecer à missa de domingo na Basílica de São Pedro, nem liderar a oração semanal do Angelus, o que é uma de suas atividades mais tradicionais.
Em uma mensagem enviada ao grupo de artistas e outras personalidades que deveria encontrar, Francisco pediu desculpas pela ausência. "Eu gostaria de estar entre vocês, mas, como sabem, estou aqui no hospital Gemelli porque ainda preciso tratar minha bronquite", escreveu.
Na missa, o Cardeal José Tolentino de Mendonça, secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, leu a homilia do Papa. Ele destacou a importância de construir pontes, em um momento em que "novos muros estão sendo erguidos" e as diferenças se tornam motivos para a divisão em vez de para o enriquecimento mútuo. O cardeal pediu aos presentes, especialmente aos homens e mulheres do mundo da cultura, que contribuam para a união e o entendimento entre os povos.
Apesar das dificuldades físicas, incluindo dores no quadril e no joelho, que o obrigam a se locomover em cadeira de rodas, o Papa tem mantido uma agenda cheia de compromissos e orações, tanto por sua saúde quanto por seus fiéis.
O operário metalúrgico Savino Delicio, que se juntou aos milhares de fiéis que rezam por sua recuperação, expressou confiança no processo de cura do Papa: "Não estamos preocupados. Temos esperança de que se recupere logo."