A Federação Mineira de Futebol (FMF) admitiu erros da arbitragem no clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, disputado no último domingo (9), no Mineirão. A confirmação veio após uma reunião entre dirigentes do Cruzeiro e da FMF, na manhã desta quinta-feira (13), na sede da entidade.
O Cruzeiro protocolou uma reclamação formal contra a arbitragem após a derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG. O clube questionava três lances específicos da partida:
• Pisão de Lyanco em Dudu: o zagueiro do Atlético-MG deu um pisão no braço do atacante Dudu, mas o árbitro não marcou falta e nem deu cartão amarelo ao jogador.
• Expulsão de Gabigol: o atacante do Cruzeiro foi expulso após acertar o rosto de Lyanco com o cotovelo. O clube questionava a decisão do VAR de expulsar o jogador.
• Segundo gol do Atlético-MG: o Cruzeiro alega que Hulk cometeu falta em Fabrício Bruno na origem do segundo gol do Atlético-MG.
Após analisar os lances e ouvir os áudios da comunicação entre o árbitro e o VAR, a FMF admitiu os erros da arbitragem.
"No caso específico do pisão no Dudu, a federação assumiu o erro de que (o árbitro) era para ter sido chamado para revisar o lance no VAR", afirmou Alexandre Mattos, CEO do Cruzeiro.
A FMF também reconheceu que Hulk cometeu falta em Fabrício Bruno no lance do segundo gol do Atlético-MG.
Diante da situação, a federação decidiu afastar o árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques das fases decisivas do Campeonato Mineiro. Ele não será escalado para as semifinais e nem para a final.
"Impulsividade" e "precipitação"
Alexandre Mattos criticou a atuação de Rodolpho Toski Marques no clássico, afirmando que ele foi "impulsivo" e "precipitado" em suas decisões.
"Análise mais profunda"
O dirigente do Cruzeiro cobrou uma "análise mais profunda" dos lances pelo VAR e disse que a FMF precisa melhorar a qualidade da arbitragem no Campeonato Mineiro