A Polícia Militar, por meio do 58º Batalhão, apreendeu dois adolescentes e prendeu um jovem de 22 anos após o homicídio de Marlon César Teixeira, de 43 anos, conhecido como “Nin”, registrado no fim da manhã de sexta-feira no bairro Júlia Kubitschek, em Coronel Fabriciano. A vítima foi encontrada caída em um acesso à parte alta da Rua Antônio Pinto, em frente à própria residência, já sem sinais vitais. Segundo a polícia, Marlon apresentava perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.
Após o acionamento do Copom, equipes da Polícia Militar isolaram a área e acionaram a perícia da Polícia Civil. Testemunhas relataram ter ouvido diversos disparos por volta das 11h e, em seguida, encontraram a vítima caída. De acordo com a PM, as investigações iniciais apontaram que o crime teria relação com conflitos envolvendo o tráfico de drogas. Durante as diligências, os militares identificaram os suspeitos. Dois deles tentaram fugir, mas foram capturados.
Segundo a polícia, um adolescente de 15 anos é apontado como autor dos disparos. Outro adolescente foi apreendido sob suspeita de monitorar os deslocamentos da vítima antes do crime. Um homem de 22 anos também foi preso por desobediência. Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.
Em entrevista à reportagem, o adolescente de 15 anos negou qualquer participação no homicídio. Ele afirmou que estava em casa e saiu apenas para comprar um salgado, retornando em seguida, quando foi abordado pelos policiais. O menor disse conhecer a vítima apenas porque ela, segundo ele, frequentava o local onde drogas eram comercializadas. Ainda de acordo com sua versão, Marlon comprava entorpecentes, mas nunca teve qualquer desentendimento ou dívida com ele.
O adolescente afirmou que foi acusado por outro envolvido na ocorrência, que teria atribuído a ele a autoria do crime. Segundo o jovem, essa acusação é falsa. Ele também declarou que nenhum material ilícito foi encontrado em sua residência durante as buscas e que os policiais analisaram seu telefone celular sem localizar elementos que o relacionassem ao homicídio. Questionado sobre a existência de imagens que poderiam comprovar sua participação no crime, o adolescente afirmou que os policiais disseram possuir filmagens, mas que elas não lhe foram apresentadas. Ele declarou que, caso existam provas de seu envolvimento, aceitará as consequências, mas reafirmou diversas vezes que é inocente.
Por fim, o adolescente informou que já foi ouvido pelo delegado responsável pelo caso e disse esperar que sua versão seja considerada durante a investigação. O inquérito segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura as circunstâncias, a autoria e a motivação do homicídio.