Moradora de Timóteo perde mais de R$ 104 mil em golpe da falsa advogada

Vítima de 52 anos foi induzida a compartilhar dados bancários e contratar empréstimo sem consentimento após contato via WhatsApp

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Uma mulher de 52 anos, moradora do município de Timóteo, no Vale do Aço, foi vítima de um sofisticado golpe aplicado por criminosos que se passavam por advogados e teve um prejuízo estimado em R$ 104.792,50. O caso, registrado na Polícia Civil, expõe mais uma vez os riscos das fraudes digitais que têm se tornado cada vez mais comuns em todo o país.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp de uma pessoa que se identificava como advogada. Na conversa, a golpista afirmou que a moradora teria valores a receber provenientes de uma suposta ação judicial. Acreditando na veracidade da informação, a mulher aceitou participar de uma videochamada, momento em que foi orientada a fornecer senhas e dados bancários.

A partir daí, os criminosos passaram a realizar diversas operações financeiras sem o conhecimento pleno da vítima. Foram feitas transferências via Pix, abertas contas digitais em diferentes instituições financeiras e, ainda, contratado um empréstimo de R$ 33 mil em nome da moradora  tudo sem seu consentimento explícito.

Somente após perceber movimentações suspeitas em suas contas, a mulher desconfiou do golpe e buscou ajuda para bloquear os acessos, contestar as transações e adotar as medidas cabíveis junto aos bancos. No entanto, o valor já havia sido desviado, resultando em um prejuízo superior a R$ 100 mil.

Alerta para fraudes digitais
Especialistas em segurança digital alertam que o chamado "golpe da falsa advogada" ou "falso funcionário de banco" é uma das modalidades mais aplicadas atualmente. Os criminosos utilizam engenharia social para conquistar a confiança das vítimas, simulando situações de urgência ou vantagens financeiras.

A orientação das autoridades é que, ao receber qualquer mensagem suspeita solicitando dados pessoais, senhas ou transferências bancárias, o cidadão desconfie imediatamente e entre em contato diretamente com a instituição por canais oficiais. Nunca se deve compartilhar informações sensíveis por telefone ou aplicativos de mensagem.


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