Congado do Ipaneminha celebra 100 anos com projeto de preservação cultural e atividades formativas

Projeto reúne atividades formativas, pesquisa, documentação e educação patrimonial para preservar e difundir a memória do tradicional Clube Dançante Nossa Senhora do Rosário; oficinas com a Família Arturos fortaleceram saberes ancestrais e valorização da cultura afro-brasileira

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Divulgação

Após celebrar 100 anos de história em 2025, o Congado do Ipaneminha segue fortalecendo as ações de preservação e valorização de sua trajetória por meio do projeto "Congado 100 Anos de História". A iniciativa busca garantir que os saberes, memórias e tradições construídos ao longo de um século continuem sendo transmitidos às futuras gerações. Desenvolvido pelo Ponto de Cultura Congado do Ipaneminha, o projeto reúne atividades de formação, pesquisa, documentação e educação patrimonial voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e do patrimônio cultural imaterial representado pelo Congado. Entre as ações previstas está a produção de uma cartilha educativa que reunirá informações históricas, fotografias, depoimentos e registros sobre a trajetória do Clube Dançante Nossa Senhora do Rosário, com o objetivo de ampliar o acesso da comunidade ao conhecimento sobre a manifestação cultural.

A programação já contou com a participação da historiadora, pesquisadora e Rainha Conga Deolinda Alice dos Santos, que ministrou atividades formativas abordando temas relacionados à ancestralidade, resgate e preservação dos saberes tradicionais, além do Mestre Aristeu Rosalino com roda de conversa sobre os Saberes Ancestrais. No último fim de semana, a sede do Congado do Ipaneminha recebeu mais duas atividades do projeto: a Oficina de Construção de Tambores e a Oficina de Ritmos e Influências Africanas, ambas com intérprete de Libras. A Oficina de Construção de Tambores foi ministrada pelo mestre congadeiro Jorge Antônio dos Santos, integrante da tradicional Família Arturos, de Contagem, referência no Congado em Minas Gerais. Já a Oficina de Ritmos e Influências Africanas foi conduzida por seus filhos Miriam e Thiago e seu genro Paolo, com o suporte de toda a família Arturos, proporcionando uma imersão nos ritmos, cantos e tradições que compõem o universo cultural do Congado.

Oriunda do tradicional Quilombo dos Arturos, em Contagem, a família mantém viva uma das mais importantes expressões da cultura popular mineira, sendo referência na preservação das tradições do Congado. A oficina de construção de tambores proporcionou aos participantes o aprendizado de técnicas artesanais, enquanto a oficina de ritmos e influências africanas promoveu reflexões sobre a musicalidade afro-brasileira, percussão e a presença das matrizes africanas nos cantos, danças, rituais e manifestações culturais populares. O projeto tem produção de Shirley Maclane, registro fotográfico de Tatiane Bispo, assistência de produção de Mestre Elias Ferreira, design gráfico de Wemerson Félix, assessoria de imprensa de Goretti Nunes e interpretação em Libras por Vânia Coelho. Realizado por meio do Edital 07/2024 – Cultura Viva, via Ponto de Cultura Congado do Ipaneminha, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Ipatinga, o projeto contribui para a salvaguarda e difusão de uma das mais importantes manifestações da cultura afro-brasileira em Minas Gerais.