O fenômeno El Niño deve voltar a influenciar o clima no Brasil em 2026, com efeitos mais prováveis a partir do meio do ano. Segundo o INMET, a chance de formação do El Niño supera 60% no trimestre maio, junho e julho, podendo passar de 90% no segundo semestre. A NOAA também aponta 82% de chance de o fenômeno surgir entre maio e julho de 2026.
No Vale do Aço e no Vale do Rio Doce , o impacto pode ser sentido principalmente no fim do inverno e durante a primavera, período em que o fenômeno tende a alterar o padrão de chuvas e temperaturas no Sudeste. O INMET informa que, caso o cenário se confirme, o El Niño deverá influenciar principalmente o fim do inverno e a primavera no Brasil.
Para Minas Gerais, a atenção maior deve ficar sobre o calor acima da média , maior risco de veranicos , irregularidade das chuvas e possíveis reflexos na agricultura, abastecimento de água e no nível dos rios. O INMET destaca que, em parte do Centro-Oeste e Sudeste, o El Niño pode reduzir as chuvas e aumentar períodos de estiagem, afetando especialmente lavouras de sequeiro.
Na prática, cidades como Ipatinga, Timóteo, Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso, Governador Valadares e demais municípios do Vale do Rio Doce podem enfrentar dias mais quentes, chuva mais irregular e maior pressão sobre o uso da água. No campo, produtores devem acompanhar de perto o calendário de plantio, já que o início da safra pode ser prejudicado se houver atraso ou má distribuição das chuvas.
Apesar da tendência, os meteorologistas reforçam que ainda há incerteza sobre a intensidade do fenômeno. O CPTEC/INPE aponta alta probabilidade de El Niño no trimestre junho, julho e agosto, mas afirma que a intensidade ainda depende da evolução das condições oceânicas e atmosféricas nos próximos meses.
Vale24horas continuará acompanhando as atualizações dos órgãos oficiais de meteorologia e os possíveis impactos para o Vale do Aço e Vale do Rio Doce.
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