Teve início nesta segunda-feira (2) a Oficina Teatro do Oprimido – Mulheres Negras, realizada pelo Ponto de Cultura Grupo de Teatro Farroupilha no bairro Veneza II, em Ipatinga. A formação integra a programação do 8 de março no município e terá continuidade na próxima quarta-feira (5), das 19h às 21h.
A iniciativa faz parte do projeto Teatro Circular Vivo, viabilizado pelo Edital PNAB 03/2024 – Fomento aos Pontos e Pontões de Cultura de Minas Gerais, dentro da Política Nacional Aldir Blanc.
Com foco nas vivências de mulheres negras, a oficina propõe um processo de formação política por meio da metodologia do Teatro do Oprimido, especialmente o Teatro-Imagem. Direitos das mulheres, liberdade, diversidade e relações raciais estão entre os temas que emergem da criação coletiva construída a partir das experiências das participantes.
“Mais que linguagem artística, o Teatro do Oprimido é prática de consciência. Ao priorizar as mulheres negras neste 8 de março, afirmamos memória, dignidade e futuro”, destaca Claudiane Dias, arte-educadora e uma das mediadoras da oficina.
A mediação é conduzida por Claudiane Dias e Edna Imaculada, em parceria com o Coletivo Roda das Pretas. Para Edna, o processo amplia vozes historicamente silenciadas. “É espaço de escuta e construção conjunta, especialmente quando tratamos de relações raciais e direitos das mulheres.”
Periferia como território de formação
A escolha do Veneza II reafirma o compromisso com a periferia e com a descentralização do acesso às políticas culturais. O território já abrigou o Teatro Circular por mais de 17 anos de formação ininterrupta em teatro e circo, consolidando-se como espaço de criação e pertencimento.
A oficina é aberta a todos os gêneros, a partir de 14 anos, e não exige experiência prévia. O processo culmina na criação de uma cena-exercício que será apresentada no dia 8 de março, das 15h às 17h, no Parque Ipanema, ocupando o espaço público com narrativas construídas a partir das experiências das próprias participantes.