O Serviço Geológico do Brasil (SGB) mapeou, até fevereiro de 2026, 3.547 áreas de risco em 218 municípios de Minas Gerais, sendo 767 classificadas como de risco muito alto e 2.780 como de risco alto. Mais de 583 mil pessoas vivem nessas localidades, sujeitas a deslizamentos, inundações e outros desastres naturais.
No Leste de Minas, quatro municípios figuram entre os dez do estado com maior número de áreas vulneráveis:
Ipatinga – 99 áreas
Aimorés – 76 áreas
Resplendor – 69 áreas
Sabinópolis – 56 áreas
Outras cidades da região, como Manhuaçu e Santa Maria de Itabira, foram contempladas com estudos complementares, como cartas geotécnicas de aptidão à urbanização e diagnósticos de população em áreas de risco, que auxiliam prefeituras no planejamento urbano e na prevenção de desastres.
Nesta sexta-feira (27), todo o Leste de Minas está sob alerta vermelho de acumulado de chuva, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) . O aviso, válido até as 23h59, indica grande perigo, com risco de deslizamentos, enxurradas e inundações.
O cenário de atenção se agrava com os impactos já registrados em outras regiões do estado. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, a prefeitura confirmou 58 mortes provocadas pelas chuvas intensas. Com os óbitos em Ubá, o total de vítimas fatais na Zona da Mata chega a 64.
Autoridades reforçam a orientação para que moradores de áreas de encosta ou próximas a cursos d’água fiquem atentos a sinais como rachaduras no terreno, muros inclinados e aumento repentino do nível dos rios, acionando imediatamente a Defesa Civil em caso de risco.