O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Inhapim, ofereceu denúncia contra um líder religioso de 46 anos pelos crimes de estupro tentado (na forma majorada), favorecimento da prostituição ou exploração sexual de adolescente e assédio sexual (também majorado). A vítima é uma adolescente de 16 anos, e os fatos ocorreram em 15 de maio de 2025 no município.
Segundo a denúncia, o acusado – que atuava como coordenador religioso e mantinha relação de confiança com a comunidade – convidou a adolescente para ir à sua casa sob o pretexto de entregar um presente de aniversário. No local, agarrou-a de forma violenta, beijou-a à força, segurou seu corpo com vigor e tocou suas partes íntimas, contra a vontade explícita da vítima. A adolescente conseguiu se desvencilhar e fugir, impedindo a consumação do estupro.
O MP destacou que o denunciado valia-se de sua posição de liderança e da ascendência moral sobre a adolescente – que era celebrante na igreja – para assediá-la de modo sistemático. Ele enviava mensagens inadequadas pelo WhatsApp, manifestava interesse sexual, oferecia presentes e insistia para que ela fosse à sua residência, configurando aliciamento e exploração sexual.
O caso será processado na Segunda Vara Criminal da Comarca de Inhapim. Se condenado, o acusado pode cumprir pena de 16 a 30 anos de prisão. A atuação ministerial reforça o compromisso do MPMG com o enfrentamento rigoroso de crimes contra crianças e adolescentes, especialmente quando há abuso de confiança e posição de autoridade.
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