A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público e manteve a prisão de Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes. Renê se tornou réu por homicídio triplamente qualificado. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, também determinou a separação do processo que envolve a esposa do réu, a delegada Ana Paula Lamego Balbino.
Tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público solicitaram a manutenção da prisão de Renê Júnior, citando a gravidade do crime e o risco que sua soltura representaria para a ordem pública e para a investigação. A juíza, ao analisar os pedidos, concordou que "persistem os fundamentos que justificam a medida extrema".
A Polícia Civil destacou o comportamento do empresário, que teria tentado "ludibriar as autoridades policiais" ao apresentar versões "inverídicas e contraditórias", o que poderia comprometer o andamento do processo. O Ministério Público reforçou a necessidade de manter a prisão para garantir a "conveniência da instrução processual", um termo jurídico que se refere à necessidade de que o processo judicial ocorra sem riscos.
A juíza Ana Carolina Lopes de Souza afirmou que "não há fatos novos a fragilizar a custódia cautelar" e que a adoção de medidas menos graves não seria suficiente. Ela também ressaltou que, com a denúncia aceita, não há mais que se falar em excesso de prazo para a formação da culpa.
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